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O que é uma aplicação na Vertra Cloud?

Uma aplicação na Vertra Cloud é o seu código rodando em um container isolado, com memória e armazenamento dedicados e — quando publicada na web — um subdomínio exclusivo *.vertraweb.app com HTTPS. A Vertra Cloud é uma plataforma brasileira de hospedagem de aplicações (PaaS), e a aplicação é a unidade que ela faz deploy, reinicia, gera snapshots e cobra pela RAM do seu plano.

Quais são os tipos de aplicação?

São dois: site, que escuta em uma porta HTTP e recebe um subdomínio, e bot, um processo em segundo plano sem porta exposta. O tipo não é fixo na criação: publicar ou despublicar uma aplicação o troca.
Aplicações web acessíveis via HTTP/HTTPS. Elas recebem um subdomínio e podem ter um domínio personalizado.Exemplos: APIs REST, aplicações Next.js, sites dinâmicos, dashboards.
O tipo não é permanente. Uma aplicação criada sem publicação na web pode ser publicada depois, e uma publicada pode voltar a ser uma aplicação privada, pelas configurações de Rede da aplicação ou pela Publicar aplicação na web.
Ligar ou desligar a publicação recria o container, e a aplicação reinicia. E despublicar libera o subdomínio — ele não fica reservado para você, então outra pessoa pode registrá-lo.

Linguagens suportadas

A plataforma suporta o deploy de aplicações em várias linguagens. O ambiente de execução é configurado automaticamente de acordo com a linguagem selecionada.

JavaScript

Node.js 22, 24 com npm/yarn

TypeScript

Node.js 22, 24 via ts-node

Python

3.11, 3.12, 3.13 com pip

Go

1.26, 1.27 com go mod

Rust

1.99 com cargo

Java

17, 21 com maven/gradle

PHP

8.2, 8.3, 8.4 com composer

Ruby

3.3, 3.4 com bundler

Bun

1.3, 1.4

Deno

2.8, 2.9 com deno.json

.NET (C#)

10.0 com dotnet publish

Elixir

1.20 (OTP 28) com mix, Phoenix suportado

Static

HTML, CSS, JavaScript puro
A plataforma detecta a linguagem pelos arquivos de manifesto na raiz do projeto. Para forçar uma, defina LANGUAGE=<slug> no vertracloud.config ou envie language ao criar a aplicação.
As versões disponíveis vêm de Listar runtimes. Use recommended para a versão estável, latest para a mais nova, ou fixe uma das versões listadas pelo número. Uma versão que não existe para a linguagem da aplicação é recusada com INVALID_VERSION.

Ciclo de vida

Uma aplicação passa pelos seguintes estados:

Comando de build

O campo opcional build_command, disponível em todos os planos, roda depois da instalação das dependências e antes de a aplicação iniciar — em todo deploy que instala ou altera código: criação, upload de ZIP, deploy pelo GitHub, reinstalação de dependências ou alteração do próprio comando. Um restart simples pula essa etapa quando o build anterior já teve sucesso com o mesmo comando. O build roda em um ambiente de build isolado: 2× a RAM da aplicação (mínimo de 1.024 MB, máximo de 4.096 MB), com timeout de 10 minutos. Com um comando de build, as devDependencies também são instaladas. Um comando que falha faz o deploy falhar (BUILD_FAILED); passar do timeout também (BUILD_TIMEOUT). Uma aplicação nova continua sendo criada, parada, para que você possa ler a saída do build nos logs, corrigir e iniciar de novo. As aplicações devem escutar na porta 80. Ao criar uma aplicação a partir de um ZIP no painel, a plataforma sugere os comandos de build e start acima, a partir das dependências declaradas no package.json (Next.js, Nuxt, SvelteKit, Remix, React Router, Astro, Gatsby e Vite) — você pode editar os dois antes de criar.

Arquivo de configuração

Um arquivo opcional vertracloud.config (KEY=value, uma por linha) na raiz do ZIP enviado preenche previamente o fluxo de criação: NAME, DESCRIPTION, MAIN, MEMORY, BUILD, START e SUBDOMAIN. A configuração real fica no painel (aba Config). O arquivo não é armazenado no volume da aplicação; ele é gerado a partir das suas configurações atuais quando você baixa o projeto ou cria um snapshot. Cada chave, seus limites e o que pode mudar depois estão em Configuração.

Gerenciador de arquivos

O painel inclui um gerenciador de arquivos integrado, com realce de sintaxe e edição de código, que permite:
  • Arrastar e soltar arquivos individuais ou um ZIP
  • Validação automática de arquivos e diretórios
  • Extração automática de arquivos ZIP
No diálogo Enviar alterações, o campo Destino do commit começa com a pasta que você tem aberta no gerenciador de arquivos. Use Selecionar para escolher qualquer outra pasta da aplicação. Os arquivos são gravados nessa pasta, e um ZIP é extraído dentro dela, mesclado com os arquivos que já estão lá em vez de substituir a pasta. A API aceita a mesma escolha pelo parâmetro de query path em Enviar arquivos para a aplicação.

Variáveis de ambiente

As variáveis de ambiente são injetadas no container na inicialização e ficam disponíveis como variáveis do sistema. Gerencie-as pelo painel ou pela API.
Acesse a aplicação → Variáveis de Ambiente → adicione, edite ou remova variáveis.

Snapshots

Snapshots são cópias do estado da sua aplicação em um momento específico. Eles permitem criar snapshots manuais, restaurar snapshots anteriores e baixar o conteúdo de qualquer snapshot.
A restauração de snapshots tem um período de espera entre as operações para evitar uso excessivo de recursos.

Domínio personalizado

Cada aplicação publicada recebe um subdomínio padrão (ex.: my-app.vertraweb.app). Você também pode conectar os seus próprios domínios com SSL automático, quantos o seu plano permitir. Adicionar ou alterar um domínio nunca reinicia a aplicação. Despublicar a aplicação remove os domínios personalizados junto com o subdomínio; depois, exclua os registros CNAME e TXT no seu provedor de DNS.
1

Adicionar domínio

Na aba Rede da aplicação, adicione o domínio. O domínio raiz ou o www é adicionado junto com o seu complemento automático.
2

Configurar DNS

Aponte os registros DNS conforme indicado no painel.
3

Verificação e SSL

A plataforma verifica a configuração do DNS e provisiona o certificado SSL automaticamente.
Cada domínio pode usar sua própria porta, prefixo de caminho ou redirecionamento. Veja Conectar domínios personalizados.
Domínios personalizados estão disponíveis a partir do plano Intermediary (1 domínio por aplicação); os níveis Enterprise superiores permitem até 20. O www automático não conta.

Reinício automático e detecção de falhas

O reinício automático fica ativado por padrão em todos os planos — não há botão para desligá-lo nem nada a configurar:
  • Containers que saem inesperadamente são reiniciados automaticamente
  • Códigos de saída normais (0) e erros de sintaxe ou de dependências não disparam o reinício
  • Um intervalo de 1 hora é aplicado entre reinícios consecutivos
  • O container precisa ficar online por pelo menos 60 segundos para contar como estável
  • Se um container cair 5 vezes em 10 minutos, o reinício automático é desativado por 24 horas
  • O sistema registra o motivo do desligamento pelo reinício automático
  • Depois de 24 horas, o reinício automático volta a funcionar sozinho

Logs em tempo real

O terminal do painel mostra a saída da aplicação ao vivo; quando a aplicação está parada, ele mostra os logs mais recentes. Fora do painel, use vertra logs -f na CLI ou em Logs da aplicação.

Métricas

O painel exibe métricas de desempenho em tempo real:

CPU

Percentual de uso de CPU do container em tempo real.

Memória

Consumo atual de RAM vs. o limite alocado.

Rede

Bytes recebidos e enviados, com o total acumulado.
Última modificação em 26 de outubro de 2026